Estudos globais sobre o brincar
Mãe é tudo igual?
Muita gente acredita que sim, as mães são todas iguais, só mudam de endereço.
Que as mães repetem os mesmos bordões, nós já sabiamos. Agora, o que OMO acaba de comprovar é que mães de todo o mundo - independente de aspirações, realidades e desejos - dividem também as mesmas necessidades, medos e desafios.
O estudo
Em 2007, em parceria com os médicos Jerome e Dorothy Singer, da Universidade de Yale, Omo pesquisou e mapeou as perspectivas e atitudes das mães quanto aos benefícios da aprendizagem experimental no mundo inteiro.
A pesquisa “A infância na Visão Global das Mães” comprovou que, apesar de diferenças globais, nacionais e culturais, todas buscam sempre o melhor para seus filhos, reconhecem o valor do brincar não-estruturado e a importância da aprendizagem experiencial para o desenvolvimento infantil.
Atividades não-estruturadas: esportes sem regras fixas, teatro ou faz-de-conta e a exploração da natureza e do meio ambiente no entorno da criança.
Aprendizagem experiencial : Processo no qual as crianças aprendem por meio de exploração, criação, descoberta, relacionamento e interação com o mundo que as cerca, com o pleno uso de todos os seus sentidos.
Nos últimos anos, os currículos de pré-escolas e dos primeiros anos escolares tem dado maior ênfase em exercícios formais de aprendizagem e memorização.
Porém, psicólogos ou educadores que estudaram o brincar das crianças encontraram evidências consistentes que comprovam que oportunidades espontâneas de brincar para crianças de idade pré-escolar até a puberdade não são apenas divertidas, como também se associam a ganhos em vocabulário, aumentos de habilidades mentais e sociais, indicações de pensamento criativo, capacidade de tolerar atrasos e de reprimir agressão desmotivada.
As atividades não-estruturadas são essenciais para o desenvolvimento das crianças, pois todas influenciam diretamente em seu desenvolvimento cognitivo, social, físico e emocional.
Confira alguns números do estudo patrocinado por Omo e veja o que 1.500 mães no mundo todo pensam sobre a infância.
- A maioria das mães sente-se responsável pela infância dos filhos;
- 79% das mães de todo mundo concordam que as pessoas em seus países esqueceram a importância do aprender por meio do brincar;
- No Brasil, 73% das mães acham que seu filho passa pouco tempo brincando fora de casa e concordam que, podendo escolher, seu filho preferiria brincar fora ao invés de dentro de casa;
Experiência e segurança
- A preocupação com segurança é o maior obstáculo para a aprendizagem experiencial, de acordo com 48% das mães entrevistadas. O Brasil é o segundo país onde mais mães (63%) se preocupam com isso.
Tempo em comum
- Algumas mães relatam que é sua própria agenda lotada que impede que seu filho participe de experiências não-estruturadas e de brincadeiras.
Obesidade
- 69% das mães brasileiras relatam que seus filhos não brincam o suficiente para serem saudáveis;
Relacionamento
- Uma preocupação das mães em relação à internet e ao processo de globalização é que a falta de participação em atividades não-estruturadas pode afetar seus filhos em termos sociais. 65% preocupam-se que a geração de seu filho não aprenda bem como estabelecer relacionamentos;
Porque se sujar faz bem
- 58% das mães concordam que se sujar e se expor a germes pode fazer bem para a saúde de seu filho;
- No entanto, 56% das mães de todo mundo gostariam de se sentir mais à vontade para deixar que seus filhos se sujem;
Sobre o casal Singer
Principais colaboradores dos estudos de Omo sobre aprendizado infantil desde 2007, o casal de médicos Jerome e Dorothy Singer, são largamente reconhecidos como os mais respeitados líderes quando o assunto é desenvolvimento comportamental infantil.
Fundadores do ‘Centro de Divertimentos em Jogos’, que tem como foco a influência da mídia sobre o desenvolvimento infantil, Dr. Jerome Singer é Professor-Emérito em psicologia da Universidade de Yale, com especialização no Estudo da Criança, enquanto Dra. Dorothy atua como Cientista-Pesquisadora Sênior no mesmo campo.
Além disso, em 2006, Dra. Dorothy Singer foi co-autora de um livro intitulado “Brincar=Aprender: como brincar motiva e realça o crescimento cognitivo e sócio-emocional” publicado em Nova York pela editora da Universidade de Oxford. O epílogo é de autoria do Dr. Jerome Singer.
Gostaria de saber mais sobre o estudo “A infância na Visão Global das Mães"? Clique aqui e baixe a pesquisa completa.