
DAR AOS NOSSOS FILHOS O DIREITO DE SEREM CRIANÇAS:
A INFÂNCIA NA VISÃO GLOBAL DAS MÃES.
"Parar para ouvir um avião no céu, agachar-se para observar uma joaninha numa folha, sentar numa rocha para ver as ondas se espatifarem contra o cais - as crianças têm sua própria agenda e noção do tempo conforme descobrem mais sobre o mundo e o seu lugar nele, esforçam-se para não ser apressadas pelos adultos.
Precisamos ouvir suas vozes"
Cathy Nutbrown, educadora britânica
Você tem em mãos neste momento um inédito estudo global, realizado pela marca OMO em dez países, que visa medir a percepção das mães sobre o brincar das crianças. Mais do que uma pesquisa, o(a) leitor(a) perceberá que se trata de um mergulho vertical na alma de mães de culturas, aspirações, realidades e desejos diferentes, mas com um forte elo convergente ? suas crianças. Estes são resultados nunca levantados antes sobre o brincar, o desenvolvimento infantil e a relação de mães e filhos durante este processo, com descobertas impressionantes.
A marca OMO convida você a mergulhar neste universo.
Qual é a visão das mães sobre o aprendizado pelo brincar nos dias de hoje?
A resposta a esta pergunta tornou-se a coluna vertebral deste estudo, que se destina a verificar as verdadeiras impressões de mães de variadas etnias e culturas sobre o brincar de seus filhos e o aprender pelas experiências para o desenvolvimento infantil. Ao longo dos últimos anos, OMO tem criado uma estrutura teórica e experimental que aborda o entorno das relações familiares no que diz respeito à prática da brincadeira e ao desenvolvimento integrado das crianças por meio deste instrumento tão simples quanto eficiente: o aprendizado pelo brincar.
Aprendizagem experiencial. Do que se trata?
Em termos gerais, aprendizagem experiencial é o processo no qual as crianças aprendem por meio de exploração, criação, descoberta, relacionamento e interação com o mundo que as cerca, com o pleno uso de todos os seus sentidos. Este processo tende a ser natural e requer uma orientação mínima por parte dos adultos, acontecendo por meio de atividades como sociabilização, esportes não-estruturados (sem regras fixas), teatro ou faz-de-conta (ou qualquer expressão criativa por meio de arte, música e dança) e a exploração da natureza e do meio ambiente no entorno da criança.
As atividades não-estruturadas, independen-.temente de sua forma, são essenciais para o desenvolvimento em longo prazo das crianças. Não existem atividades não-estruturadas de pouco valor para o aprendizado infantil e pesquisas mostram que todas as suas variáveis auxiliam diretamente o .desenvolvimento cognitivo, social, físico e emocional.
Quais são, então, os anseios e as restrições a este tipo de aprendizado, uma vez que as mães admitem, de maneira global, que seus filhos não conseguem desfrutar de sua infância .e de atividades que possam engatilhar a aprendizagem experiencial?
As respostas são muitas e variadas e, veremos, dependem do sistema social que emoldura cada país representado na pesquisa global. Além de propor respostas a perguntas como estas, este trabalho destina-se também a medir o impacto em potencial da presença e da ausência de aprendizagem experiencial/social nas crianças. Vejamos alguns resultados relevantes, antes de mergulharmos no corpo do estudo:
- Um dos fatores mais importantes detectados nesta pesquisa é que as mães, de maneira geral, sentem-se responsáveis pela infância de seus filhos.
- 79% das mães de todo o mundo concordam que as pessoas em seus países esqueceram a importância de aprender por meio do brincar e outras experiências não-estruturadas para as crianças. No entanto, 92% acreditam que é seu dever proteger a infância de seus filhos.
- 63% das mães têm receio de que as crianças de hoje sejam privadas de sua infância. No Brasil, 86% das mães têm esta preocupação.
- A maioria das mães no âmbito global (77%) se preocupa com o fato de que seus filhos estejam crescendo rápido demais.
Brincar ao ar livre: felicidade para os filhos e vínculo
- A atividade mais valorizada pelas mães é o brincar fora de casa.
- Para 48% das mães, brincar ao ar livre, em um parque ou parquinho são as atividades que melhor proporcionam a formação de vínculo com seu filho.
- Quase metade das mães (47%) acha que seu filho passa muito pouco tempo brincando fora de casa. No Brasil, 73% das mães se preocupam com o fato de que seus filhos passam pouco tempo brincando fora de casa.
- Para 55% delas, brincar ao ar livre, em um parquinho ou parque está entre as atividades em que seus filhos parecem estar mais felizes.
- 73% das mães concordam que, podendo escolher, seu filho preferiria brincar fora ao invés de dentro de casa.
Experiências x segurança
- 51% das mães em geral acreditam que brincar ao ar livre, em um parque ou parquinho são as atividades mais importantes para estimular o desenvolvimento saudável da criança.
- A pesquisa revela que quase metade das mães (45%) concorda que são suas próprias preocupações que mantêm as crianças dentro de casa. No Brasil, 65% das mães concordam com isso.
- A preocupação com a segurança é o maior obstáculo para a aprendizagem experiencial, segundo 48% das mães entrevistadas. O Brasil é o segundo país onde mais mães (63%) se preocupam com esse fato.
- Como expectativa para o futuro, 72% das mães desejam maior segurança para as próximas gerações. Este é o anseio de 82% das mães brasileiras.
O monopólio do vídeo
Realidade concreta na vida das crianças de todo o planeta, a pesquisa global constatou o domínio da televisão e das brincadeiras de vídeo no dia-a-dia das crianças.
- Além das atividades escolares, assistir a televisão é a atividade mais comum entre crianças no âmbito global. Para 71% das mães, ver TV, filmes ou vídeos está entre as atividades que as crianças realizam com freqüência.
- A Índia é o país com a maior incidência de crianças que assistem freqüentemente a televisão, filmes ou vídeos: 88%. No Brasil, esta atividade é realizada com freqüência pelas crianças segundo 82% das mães.
- Quase dois terços das mães (64%) se preocupam com o fato de que a televisão e os videogames ocupam um espaço demasiadamente grande na vida de seus filhos.
- Especificamente em países onde as mães têm um alto grau de preocupação com a segurança de seus filhos (Índia, Brasil, Tailândia e África do Sul), assistir a televisão, filmes ou vídeos é uma atividade classificada como a principal prática para criar um vínculo com os filhos. O Brasil é o país onde um maior número de mães (68%) concorda com isso.
Mães e filhos buscam um tempo em comum
- 1% das mães concordam que crianças felizes e bem desenvolvidas muitas vezes não têm horários rígidos.
- O tempo ou a falta dele é outro ponto relevante levantado por esta pesquisa global. O estudo mostra que a falta de tempo é a segunda maior barreira ao brincar e à aprendizagem experiencial/social.
- Algumas mães relatam que é sua própria agenda lotada que impede que seu filho participe de experiências não-estruturadas e de brincadeiras.
- Como aspirações para o futuro, 83% das mães gostariam de ter mais tempo para ficar e brincar com seus filhos.
Obesidade infantil
- 4% das mães concordam que brincar é fundamental para a saúde e as boas condições físicas das crianças.
- 62% das mães relatam que não se surpreendem com o fato de que as crianças hoje, sem tempo suficiente para brincar, tenham excesso de peso. 90% das mães americanas concordam com esse sentimento.
- A falta de participação em experiências não-estruturadas pode afetar de maneira negativa tanto o desenvolvimento físico quanto o desenvolvimento social de seus filhos. 37% das mães relatam que seus filhos não brincam o suficiente para ser saudáveis. No Brasil, 69% das mães concordam com isso.
- Como esperança, 54% das mães desejam que no futuro haja mais tempo para as crianças se comportarem como criança
Relacionar-se, eis a questão
Num mundo de distâncias encurtadas pela Internet e pelo processo de globalização, como anda a percepção das mães sobre a capacidade de relacionamento de seus filhos com o mundo ao redor?
- Um dos benefícios da aprendizagem experiencial mais reconhecidos pelas mães (40% delas) é o desenvolvimento de habilidades sociais.
- Uma preocupação das mães é como a falta de participação em experiências não-estruturadas pode afetar seus filhos em termos sociais. 65% concordam que ?sem brincar o suficiente, fico preocupada que a geração de meu filho não aprenda bem como estabelecer relacionamentos.?
- Metade das mães chinesas (54%) relata que a falta de amigos é um obstáculo que impede a participação de seus filhos em experiências não-estruturadas ? de todos os países pesquisados, esta é de longe a maior porcentagem.
- 75% das mães no âmbito global gostariam que seus filhos tivessem mais oportunidade de interagir com outras crianças.
Porque se sujar faz bem
- 58% das mães concordam que se sujar e se expor a germes pode fazer bem para a saúde de seu filho.
- No entanto, 56% das mães de todo o mundo gostariam de se sentir mais à vontade para deixar que seus filhos se sujem.
- 63% das mães indianas relatam que sua maior preocupação é que seus filhos se sujem quando brincam fora de casa.
A visão das mães sobre a infância atual
A necessidade de segurança; a hegemonia das brincadeiras em frente ao vídeo; a necessidade de estabelecer relacionamentos consistentes na infância; a falta de tempo; os horários rígidos; as tensões e exigências sociais; um desenvolvimento infantil que demanda espaço para atividades físicas ao ar livre. Todas as questões acima, se observadas de perto, não apenas podem ser relacionadas no contexto da infância atual, mas também parecem ser complementares e intimamente ligadas entre si, como veremos ao longo deste estudo assinado pelo casal de pesquisadores Dr. Jerome e Dra. Dorothy Singer, atualmente as grandes autoridades mundiais no brincar infantil.
Seja bem-vindo a este universo tão complexo quanto emocionante!
Por Jerome & Dorothy Singer (Universidade de Yale)
Quando novos, a maioria dos animais terrestres e marinhos, bem como os humanos, são caracterizados por uma atividade aparentemente desmotivada e natural, que chamamos de brincar. Para as espécies não-humanas, tais comportamentos são predominantemente interações e contatos físicos não-estruturados entre pares da mesma idade. Para crianças, tais comportamentos físicos, aparentemente sem propósito, são logo suplementados por brincadeiras mais claramente exploratórias, que envolvem papéis e histórias. Temos conhecimento disso porque a linguagem humana se desenvolve mais ou menos na mesma época que o brincar de faz-de-conta ou simbólico. Mesmo as primeiras verbalizações das crianças parecem refletir curiosidade sobre seu meio físico ou social. Engajam-se em brincadeiras dramáticas de faz-de-conta com brinquedos, pares ou os pais. Alguns pesquisadores na área de desenvolvimento se referem ao brincar como o ?trabalho da infância?, mas a observação sistemática de crianças sugere fortemente que brincar e participar de atividades não-estruturadas é mais uma questão de ?diversão? associada a sorrisos, risos e respostas alegres.
Nos últimos anos surgiram indícios de que pais, professores e outros responsáveis por cuidar de crianças (conforme documentado nos Estados Unidos e no Reino Unido) se tornaram receosos de que o brincar possa ser pouco produtivo para o desenvolvimento adaptativo da criança. Isso porque as sociedades modernas demandam cada vez mais cedo a alfabetização e o desenvolvimento de outras habilidades cognitivas que supostamente levam ao sucesso escolar e vocacional. Em anos recentes, os currículos de pré-escolas e dos primeiros anos escolares demonstraram deslocamentos, com uma diminuição de oportunidades para as crianças brincarem e participarem de atividades não-estruturadas e maior ênfase em exercícios formais de aprendizagem e memorização.
Aqueles psicólogos ou educadores que sistematicamente estudaram o brincar das crianças encontraram evidências consistentes que mostram que oportunidades tanto espontâneas quanto orientadas de brincar para crianças de idade pré-escolar até a puberdade não são apenas divertidas, como também se associam a ganhos em vocabulário, aumentos de habilidades mentais e sociais, indicações de pensamento criativo, capacidade de tolerar atrasos e de reprimir agressão desmotivada. Dadas as evidências de que brincadeiras e atividades não-estruturadas podem ter valor adaptativo para crianças, a pesquisa neste estudo global foi projetada para examinar as observações de mães sobre as atividades de seus filhos, e suas crenças em relação ao valor e às implicações de diferentes aspectos da forma como as crianças passam seu tempo. O estudo, que foi patrocinado por OMO, é único quanto ao tamanho da amostra (1.500 mães), ao número de países envolvidos, e ao alcance global desses países, que vão desde ocidentais industrializados, como Reino Unido, França e Estados Unidos, a nações tecnologicamente menos avançadas, como a Tailândia ou a Turquia. Temos dados comparáveis sobre a idade das crianças (divididas em quatro sub-categorias de 1 a 12 anos de idade), o sexo e o tamanho da família.
O que muitas mães de várias partes do mundo nos contam sobre as atividades diárias de seus filhos? Nestes comentários introdutórios, queremos salientar alguns pontos-.chave antes de apresentar nossas comparações detalhadas dos relatos das mães nesses dez países. Apesar da diversidade evidente das culturas nacionais, há uma concordância surpreendente entre as mães em torno da preocupação de que seus filhos estão sofrendo pressões de suas respectivas sociedades no sentido de terem que crescer muito rapidamente. Cada vez mais a criança é privada da oportunidade de brincar ou de participar de atividades não-estruturadas, de poder divertir-se, além de poder aprender a partir de sua própria inclinação de ser curiosa e de explorar. Enquanto as mães em alguns países talvez não percebam os valores adaptativos especiais do brincar de faz-de-conta e das atividades que citamos acima, de maneira geral parecem perceber que algumas das características-chave das alegrias e vantagens da infância inerentes ao brincar fora e dentro de casa estão sendo erodidas. A preocupação internacional em relação a esta questão é extremamente marcante e com porcentagens muito altas, principalmente entre as mães do Brasil, Argentina, Tailândia, Estados Unidos, Turquia, África do Sul e Reino Unido. As porcentagens são um pouco menores, mas ainda bastante expressivas, entre as mães da Índia, China e França.
Esta preocupação sobre a redução do tempo disponível para o brincar e para atividades não- estruturadas se torna um tema crítico para mães em relação ao desenvolvimento social saudável e, até certo ponto, à autoconfiança e à imaginação de seus filhos. Quase todas as mães declararam que ?o brincar é fundamental para a saúde e a boa condição física das crianças?. Uma maioria significativa em todas as nações declara que ?crianças alegres e bem desenvolvidas muitas vezes não têm rotinas muito rígidas.? Até 58% de todas as entrevistadas consideram a exposição às conseqüências naturais de atividades externas, como ?sujeira? e ?germes?, valiosa para as crianças.
Existem pressões tanto de causas externas, nas várias culturas, quanto dos conflitos internos que as mães experimentam relacionados à falta de tempo de se envolver mais com seus filhos. Também se descobriu que certos tipos de conformidade e de aprendizagem por meio de estruturas formais, ao invés de aprendizagem a partir do brincar, são típicos no âmbito global. Os dados que apresentamos a seguir indicam o reconhecimento internacional pelas mães de que o brincar e a participação em atividades não-estruturadas são muito importantes para o desenvolvimento saudável das crianças.
Dr. Jerome Singer
Professor emérito de Psicologia na Universidade de Yale, onde durante muitos anos foi diretor do Programa de Graduação em Psicologia Clínica e também diretor de Estudos em Psicologia. Singer é especializado em pesquisas sobre a psicologia da imaginação e sobre o sonhar acordado. Jerome Singer já escreveu mais de 280 artigos técnicos sobre processos de pensamento, imaginário, personalidade e psicoterapia, bem como sobre o brincar das crianças e os efeitos da televisão. Entre seus livros recentes, dos 29 publicados, estão The House of Make-Believe, Repression and Dissociation, Imagination and Play in the Electronic Age e Imagery in Psychotherapy.
Dra. Dorothy Singer
Além de seu papel como pesquisadora sênior do Departamento de Psicologia da Universidade de Yale, Dorothy Singer é co-diretora, junto com Jerome Singer, do Centro de Pesquisa e Consultas sobre Televisão e a Família. Especializada em desenvolvimento infantil, os efeitos da televisão em jovens e treinamento de pais no brincar imaginativo, Dorothy escreveu 20 livros e mais de 150 artigos. Seus últimos trabalhos com Jerome Singer são: Handbook of Children and the Media, Make-Believe: Games and Activities for Imaginative Play e Imagination and Play in the Electronic Age. Suas publicações mais recentes são: Children, Culture and Violence e Play=Learning.
Organização e pressupostos
O estudo ?Dar aos nossos filhos o direito de serem crianças? foi gerenciado pela empresa inglesa Strategy One, especializada em pesquisa aplicada, que adotou uma abordagem acadêmica rigorosa dividida em duas fases para proporcionar uma avaliação confiável do tema de aprendizagem experiencial e desenvolvimento infantil.
- Fase 1 ? Descoberta
Revisão bibliográfica: pesquisa da literatura pré-existente.
- Fase 2 ? Validação
Estudo empírico (pesquisa internacional com 1.500 mães).
Colaboradores
O processo começou com a colaboração do Dr. Jerome Singer e da Dra. Dorothy Singer, líderes na área de desenvolvimento infantil e do brincar. Seu papel foi proporcionar orientação especializada e apoio à hipótese do estudo, além do desenho da pesquisa quantitativa e da análise.
Fase 1
A descoberta ? pesquisa de literatura
Antes de implementar um estudo baseado na pesquisa quantitativa sobre aprendizagem experiencial e desenvolvimento infantil, o grupo de análise conduziu uma investigação detalhada da literatura existente, incluindo pesquisas acadêmicas, artigos e livros, num processo conhecido pelos pesquisadores como revisão bibliográfica. A investigação examinou publicações e traduções no idioma inglês dos Estados Unidos (USA), Argentina (ARG), Brasil (BRA), Reino Unido (GBR), França (FRA), Turquia (TUR), Índia (IND), Tailândia (THA), China (CHN) e África do Sul (ZAF).
Conclusões
A análise abrangente de fontes secundárias revelou um consenso entre experts ? a aprendizagem experiencial não apenas beneficia a criança intelectualmente, como também pode enriquecer seu desenvolvimento emocional e físico.
No entanto, percebeu-se que até hoje ainda não havia sido publicado nenhum estudo tão completo sobre a aprendizagem experiencial, em âmbito internacional.
A maioria das pesquisas foi conduzida em um único país, sendo verificado apenas um estudo que contemplava até cinco países. Além do mais, poucos estudos buscavam o entendimento sob a perspectiva das mães. O foco eram professores, psicólogos, ou mesmo as crianças.
Fase 2
Validação ? estudo empírico
A fase 2 consistiu em uma pesquisa com 1.500 entrevistadas, mães de crianças até 12 anos de idade, em 10 países ? Estados Unidos (USA), Argentina (ARG), Brasil (BRA), Reino Unido (GBR), França (FRA), Turquia (TUR), Índia (IND), Tailândia (THA), China (CHN) e África do Sul (ZAF).
As entrevistas foram conduzidas entre os dias 8 de janeiro de 2007 e 6 de fevereiro de 2007 e a margem de erro de amostragem no intervalo de confiança de 95% é de ± 2,5 para o total de entrevistadas (1.500) e de ± 8,0 para cada amostra de país (150). Considerando a amostra total, isso significa que 95 vezes em cada 100, quando uma amostra desse tamanho e composição é tirada, os resultados não diferirão em mais de 2,5 pontos porcentuais em cada direção.
Em todo o relatório, um asterisco ?*? ao lado de um número indica uma diferença de um público correspondente que seja significativa no intervalo de confiança de 95%.
Os objetivos da pesquisa foram guiados por três pilares principais:
O ímpeto
- Avaliar a importância da aprendizagem experiencial no fomento do desenvolvimento infantil e na realização da infância.
- Determinar os benefícios e os resultados percebidos de aprendizagem experiencial e as atividades mais freqüentemente a ela associadas.
- Explorar a conexão emocional e o vínculo entre mãe e filho, realizados por meio do brincar e da aprendizagem experiencial.
O desafio
- Entender as atividades das quais as crianças participam atualmente que potencializam ou impedem a aprendizagem experiencial.
- Explorar o nível percebido de satisfação das crianças durante esse tipo de aprendizagem experiencial.
- Explorar as implicações sociais e culturais da participação em atividades que fomentem o desenvolvimento experiencial na infância.
- Examinar os medos e preocupações que as mães têm em relação a experiências não-estruturadas e externas, incluindo riscos de segurança e saúde, que desestimu-lem o desenvolvimento experiencial.
O futuro
- Entender, na percepção das mães, o que está faltando na infância e seus anseios em relação ao futuro dos filhos.
- Avaliar o que as mães acreditam ser necessário no futuro para preservar a infância.
A erosão da infância: preocupações
Globalmente, as mães acreditam que as crianças de hoje não conseguem viver a vida da maneira que elas a viviam, e gostariam que as crianças desfrutassem mais sua infância. Sentem que houve uma erosão da infância e que atualmente as crianças não têm oportunidades de participar de experiências não-estruturadas e do brincar.
- Especificamente, muitas mães têm receio de que as crianças atuais sejam privadas de sua infância.
- Para a maioria dos países pesquisados, houve padrões semelhantes de concordância com esta crença. No entanto, foi especialmente aparente entre mães da América do Sul (Brasil e Argentina).
Vale notar que esta preocupação aumenta conforme a situação de trabalho da mãe. Especificamente, mães de família com uma única fonte de renda são mais propensas a se preocupar com a erosão da infância do que mães de família com duas fontes de renda.
- Também há uma crença muito difundida de que a infância como elas a conheciam acabou.
Esse resultado fica ainda mais aparente entre mães da América do Sul. Especificamente, as mães no Brasil e na Argentina são mais propensas a concordar com esse sentimento do que as mães nos outros países.
- A maioria das mães no âmbito global (77%) se preocupa com que seus filhos estão crescendo rápido demais atualmente.
Embora estas preocupações ? amplamente compartilhadas entre as mães ? tenham diversas causas, a maioria concorda que o conceito de aprender por meio do brincar e de experiências não-estruturadas foi esquecido pelas pessoas em seus países.
No entanto, ante estas tendências, quase a totalidade das mães acredita que seja seu dever combater o desafio da erosão da infância e proteger a infância de seus filhos. Querem que seus filhos vivam sua juventude, mas entendem que existem alguns obstáculos no caminho. No entanto, sentem que é seu papel prevenir a erosão da infância.
O que as crianças estão fazendo?
Com o influxo de tecnologia ao redor do mundo, não surpreende que as crianças assistam a televisão; no entanto, este estudo descobriu que, além das atividades escolares, assistir a televisão é a atividade mais comum entre crianças no âmbito global.
- A freqüência desta atividade difere conforme a idade da criança. Especificamente, é mais provável que mães de crianças mais velhas (7 a 12 anos) relatem que seu filho assista a televisão com mais freqüência do que as mães de crianças mais novas (1 a 6 anos) (77% vs. 65%).
- Este tipo de atividade também é mais comum em certas áreas do mundo. Assistir a televisão, filmes ou vídeos é uma atividade extremamente comum na América do Sul e no Sudeste Asiático. Mais de 8 em cada 10 mães relataram que seu filho assiste a TV com freqüência.
Ao mesmo tempo, as mães relatam que seus filhos brincam ao ar livre, em um parque ou parquinho, bem como freqüentam a escola ou fazem trabalhos escolares ou exercícios de casa, mas não com a mesma freqüência com que assistem a televisão.
O tamanho da família também influencia as atividades das crianças.
- Nota-se que, quanto maior a família, mais as crianças brincam fora de casa. Especificamente, é mais provável que as mães com três ou quatro crianças na casa relatem que seus filhos brincam ao ar livre, em um parque ou parquinho com mais freqüência do que as mães com um ou dois filhos (68% vs. 59%).
- Em contraste, é mais provável que as mães com um ou dois filhos relatem que seu filho assista a televisão, filmes ou vídeos com mais freqüência do que as mães com três ou quatro crianças (72% vs. 66%).
Enquanto as crianças ao redor do mundo participam de atividades semelhantes, há diferenças que merecem menção.
- Especificamente, embora receber aulas extracurriculares seja a atividade menos comum para crianças no âmbito global, as crianças da China fazem isso com mais freqüência: mais da metade (56%) das mães chinesas relata que seu filho tem aulas extracurriculares.
As atividades das crianças variam bastante de acordo com seu sexo e idade.
- É mais provável que os meninos participem de esportes não-organizados, brincar fora, com jogos eletrônicos, e que participem de jogos não-estruturados, enquanto as meninas são mais propensas a participar de atividades criativas e imaginativas, como canto, dança e brincadeiras de faz-de-conta.
- É mais provável que crianças mais novas (1-3 anos) brinquem com brinquedos do que as de 4 a 6 anos, enquanto é mais provável que as crianças de 4 a 6 anos participem de uma variedade de atividades, como assistir a televisão pintar, desenhar, cantar, explorar a natureza, participar de esportes organizados e não-organizados, usar jogos eletrônicos e participar de aulas extracurriculares.
- As maiores diferenças ocorreram com as crianças de idade entre 7 e 9 anos e as mais velhas (10-12 anos). É significativamente mais provável que mães de crianças com idade entre 7 e 9 anos relatem que seus filhos participem de atividades como brincar fora, pintar, desenhar ou brincar com massa, brincar com brinquedos e explorar a natureza do que as mães com crianças de idade entre 10 e 12 anos.
- Por outro lado, o uso de jogos eletrônicos é mais comum entre crianças de 10 a 12 anos em comparação com as mais novas (7 a 9 anos).
O que é valorizado pelas mães?
Enquanto as crianças assistem a televisão, filmes ou vídeos com mais freqüência, as mães valorizam mais o brincar fora de casa.
- As maiores distâncias entre o grau de divertimento percebido e as atividades das quais uma criança mais participa foram encontradas ao examinar atividades sedentárias, como assistir a televisão e fazer trabalho escolar.
- Por outro lado, brincar ao ar livre, em um parque ou parquinho demonstrou uma distância relativamente pequena entre grau de divertimento e participação, sendo escolhida pelas mães como a atividade em que seu filho mais parece estar feliz.
As mães não só acreditam que seu filho fica mais feliz quando brinca ao ar livre, em um parque ou parquinho, como também acreditam que seja uma atividade que estimule o desenvolvimento saudável, muito mais do que todas as outras atividades.
- No entanto, nem todas as atividades externas são avaliadas da mesma maneira. Especificamente, as mães tendem a classificar a atividade externa de ?explorar a natureza? muito abaixo das atividades mais contidas, como brincar ao ar livre em um parque ou parquinho. É possível que preocupações com a segurança tenham influenciado este resultado.
- As mães são menos propensas a acreditar que uma atividade sedentária, como usar jogos eletrônicos, possa estimular o desenvolvimento saudável.
Além de ser a atividade em que seu filho parece estar mais feliz e que estimula o desenvolvimento saudável, as mães também classificaram brincar ao ar livre, em um parque ou parquinho como a principal atividade que possa fomentar uma ligação com seu filho.
Ao mesmo tempo, as mães acreditam que assistir a televisão, filmes ou vídeos pode proporcionar uma oportunidade para que criem um vínculo com seus filhos.
- Esse resultado varia de acordo com o país. Especificamente em países onde as mães têm um alto grau de preocupação com a segurança de seus filhos (Índia, Brasil, Tailândia e África do Sul), assistir a televisão, filmes ou vídeos é uma atividade classificada como a principal prática para criar um vínculo com os filhos.
Na Índia, isso talvez se deva à relativa escassez dos televisores: somente 43% dos domicílios indianos têm televisão, enquanto quase todos os domicílios em países ocidentais têm, como a França (94%), o Reino Unido (97%) e os Estados Unidos (99%) (Fonte: Zenith Media, 2002).
- O tamanho da família também influencia o que as mães acham que pode criar um vínculo com seus filhos. De modo específico, é significativamente mais provável que mães com famílias menores (1 ou 2 filhos) acreditem que assistir a televisão, filmes ou vídeos é uma atividade que proporcione a melhor oportunidade de criar um vínculo com seus filhos do que as mães com famílias maiores (3 ou 4 filhos).
Por que as crianças devem participar de aprendizagem experiencial?
Globalmente, as mães reconhecem que a participação de seus filhos em atividades de aprendizagem experiencial pode ser benéfica e relataram com mais freqüência que tais atividades podem fomentar o desenvolvimento de habilidades sociais.
- Enquanto muitas mães tendem a acreditar que desenvolvimento intelectual é uma conseqüência da aprendizagem experiencial, elas são menos propensas a acreditar que o desenvolvimento emocional, de maneira geral, beneficie-se desse tipo de atividade. Apesar disso, acreditam que componentes do desenvolvimento emocional, como maior confiança e felicidade, resultam de desenvolvimento experiencial.
- Ao mesmo tempo, entendem que o brincar pode proporcionar benefícios físicos também. Quase todas as mães acham que o brincar é fundamental para o bem-estar e a saúde da criança.
Além de entender os aspectos benéficos da aprendizagem experiencial, as mães também valorizam o tempo livre e a liberdade da criança para se sujar.
- Especificamente, muitas mães acreditam que seus filhos devam ter horários sem restrições, uma vez que 61% concordam que crianças felizes e bem desenvolvidas muitas vezes não têm horários rígidos.
- Vale mencionar que em países como a Índia, onde é menos provável que as mães acreditem que seus filhos não participam de aprendizagem experiencial por falta de tempo, horários sem restrições são mais valorizados.
- Além disso, as mães também entendem que se sujar é benéfico à criança. Especificamente, quase 6 de cada 10 mães (58%) concordam que se sujar e se expor a germes pode ser bom para a saúde de seu filho.
Perguntadas especificamente sobre o brincar fora de casa, muitas mães afirmam saber que é uma atividade valorizada pelas crianças. Mais de 7 mães em cada 10 (73%) acreditam que, tendo a escolha, seu filho preferiria brincar fora em vez de dentro de casa.
Culturalmente, são as mães da Turquia as que mais concordam que seus filhos prefeririam brincar fora em vez de dentro de casa. Por outro lado, elas também são as mais propensas a sentir que a televisão e os videogames ocupam espaço demais na vida de seus filhos.
O que acontece sem a aprendizagem experiencial?
As mães demonstraram, ao longo da pesquisa, muitas preocupações relacionadas à falta de participação de seus filhos em experiências e brincadeiras não-estruturadas. Não só se preocupam com o fato de seu filho não se beneficiar do desenvolvimento emocional proporcionado por experiências e brincadeiras não-estruturadas, como também acham que seu desenvolvimento físico e social pode ser prejudicado.
- As mães acreditam que a falta de participação em experiências e brincadeiras não-estruturadas pode provocar um efeito negativo no humor da criança. Quanto ao tempo para brincar, 64% das mães concordaram que, sem tempo suficiente para brincar, seu filho fica infeliz e difícil.
A concordância das mães na Turquia com esse sentimento era significativamente maior do que em todos os outros países (86%).
- As mães também acreditam que a falta de tempo para brincar pode surtir efeitos físicos. Particularmente, mais de 6 mães em cada 10 (62%) relataram que, sem tempo suficiente para brincar, elas não se surpreendem com o fato de que as crianças hoje em dia tenham excesso de peso.
Esta preocupação com o peso é ainda mais aparente nos Estados Unidos, onde 9 de cada dez 10 (90%) concordaram com o sentimento.
A preocupação das mães americanas é bastante válida já que os Estados Unidos têm a maior prevalência de obesidade entre crianças com 15 anos de idade e a maior incidência de obesidade infantil entre todos os países pesquisados, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde de 2005.
Adicionalmente, muitas mães se preocupam com que a falta de participação em experiências e brincadeiras não-estruturadas possa provocar efeitos negativos na saúde de seu filho: mais de um terço das mães relata que seus filhos não brincam o suficiente para ser saudáveis (37%).
Regionalmente, as mães da América do Sul (Brasil e Argentina) eram mais propensas a exprimir esse tipo de preocupação em comparação a outras regiões.
- As mães também se preocupam com os tipos de atividade das quais seus filhos participam com freqüência, especialmente atividades sedentárias, como assistir a televisão.
Quase dois terços das mães (64%) se preocupam com o fato de que a televisão e os videogames ocupem um espaço demasiadamente grande na vida de seu filho.
Por outro lado, as mães se preocupam também com as atividades das quais seus filhos não participam.
- Especificamente, quase a metade (47%) das mães acha que seu filho passa muito pouco tempo brincando fora de casa.
- Regionalmente, as mães no Brasil e na China demonstram preocupação especial pelo fato de seus filhos não brincarem fora de casa.
- As mães também se preocupam que a falta de participação em experiências e brincadeiras não-estruturadas pode afetar seu filho socialmente. Quase dois terços das mães (65%) acham que, sem um brincar social suficiente, a geração de seu filho não aprenderá integralmente a formar relacionamentos.
Por que as crianças não participam mais da aprendizagem experiencial?
Muitas mães enfrentam um conflito interno em relação ao brincar e à aprendizagem experiencial. Embora tenham plena consciência dos benefícios, também têm preocupações e obstáculos que impedem que seus filhos participem desse tipo de atividade.
As mães no âmbito global mais freqüentemente relatam preocupação com a segurança como um obstáculo que previne que seus filhos participem de atividades em que poderiam aprender por meio do brincar ou de outras experiências não-estruturadas.
- Vale notar que segurança é uma barreira importante que impede que as crianças participem de experiências não-estruturadas na Tailândia, Brasil, Índia, Turquia e África do Sul.
Esta é uma preocupação extremamente válida para mães no Brasil, África do Sul e Índia porque estes países estão entre os 10 com as maiores taxas de seqüestro (Fonte: Kidnapping by country from 1992-1999, citado de nationmaster.com de 19 de março de 2007).
- Vale mencionar que é mais provável que mães de família com uma fonte de renda relatem que segurança é um desafio em comparação com mães cuja família tem duas fontes de renda. Isso pode ocorrer porque as mães de família com uma fonte de renda também são mais propensas a relatar que é inconveniente para seus filhos participar de atividades não-estruturadas, em comparação com mães cuja família tem duas fontes de renda. É possível que haja mais ansiedade por parte de uma mãe solteira que sinta que a criança estaria mais segura com estrutura e supervisão. É possível que dois pais tenham mais flexibilidade, e que uma renda maior aumente as oportunidades de contratar quem cuide das crianças
Muitas mães relatam que a falta de tempo é o maior obstáculo contra a participação de seus filhos em atividades em que poderiam aprender por meio do brincar ou de outras experiências não-estruturadas.
- É significativamente mais provável que mães em países ocidentais (Reino Unido, EUA e França) acreditem que a falta de tempo seja uma barreira à participação de seus filhos em experiências não-estruturadas em comparação com mães da América do Sul, Ásia, Turquia e África do Sul.
- Não surpreende que seja mais provável que mães cuja família tem duas fontes de renda relatem que o tempo é um desafio mais do que mães de família com uma fonte de renda.
Adicionalmente, enquanto o tempo de maneira geral constitui um obstáculo grande, algumas mães relatam que é sua própria agenda lotada que impede que seu filho participe de experiências não-estruturadas e brincadeiras.
É importante notar que as próprias crianças não se opõem a brincadeiras e experiências não-estruturadas e que esses desafios vêm, em sua maior parte, da mãe.
Somente 7% das mães relatam a falta de interesse da criança como obstáculo à aprendizagem experiencial.
Quais são as preocupações das mães em relação ao brincar fora de casa?
Enquanto as mães têm grande consciência de que brincar fora de casa é uma atividade que beneficia o desenvolvimento, além de ser a atividade que mais proporciona felicidade a seus filhos, algumas delas ainda têm muitas preocupações em relação a isso ? sendo a principal delas a segurança de seus filhos.
- Com relação à segurança, as mães se preocupam com a possibilidade de que seus filhos possam machucar-se quando brincam fora de casa.
- Regionalmente, as mães indianas se preocupam mais com a higiene do que as mães dos outros países pesquisados: 63% relatam que sua maior preocupação é com que seus filhos se sujem quando brincam fora de casa.
De acordo com a idade da criança, as preocupações das mães em relação ao brincar fora de casa variam.
- É mais provável que mães de crianças mais novas (1 a 6 anos) se preocupem com a possibilidade de seus filhos se machucarem do que mães de crianças mais velhas (7 a 12 anos) (61% vs. 53%).
- As mães de crianças mais velhas também se preocupam com a possibilidade de seu filho violar regras fora de casa. Especificamente, é mais provável que mães de crianças mais velhas (7 a 12 anos) se preocupem com a possibilidade de seu filho se meter em encrenca (35% vs. 26%) e violar regras (22% vs. 17%) enquanto brinca fora de casa.
As preocupações em relação ao brincar fora de casa variam de acordo com a situação de trabalho da família. Mães que trabalham tendem a se preocupar mais com limitações de tempo, enquanto as que não trabalham se preocupam mais com a segurança.
- Especificamente, é mais provável que mães de família com uma fonte de renda se preocupem mais com a possibilidade de seus filhos se machucarem ou adoecerem em comparação com as mães de famílias com duas fontes de renda.
- Em contraste, é mais provável que mães de família com duas fontes de renda se preocupem mais com a falta de supervisão de seu filho em comparação com as mães de famílias com uma fonte de renda.
Embora muitas mães tenham preocupações em relação a deixar seus filhos brincarem fora de casa, algumas chegaram ao ponto de manter seus filhos dentro de casa por causa dessas preocupações (45%).
- Regionalmente, é mais provável que as mães na Turquia concordem com esse sentimento em comparação com as mães dos outros países pesquisados.
- Além disso, é significativamente mais provável que mães de família com uma fonte de renda relatem que mantêm seus filhos dentro de casa por causa de suas próprias preocupações em comparação com mães de família com duas fontes de renda.
Quais são os anseios das mães para o futuro de seus filhos?
Muitas mães têm uma lista de anseios para o futuro de seus filhos e seu próprio papel como mãe. Em geral, elas desejam que seus filhos tenham mais oportunidades de interagir ? com seus amigos e com elas mesmas.
- Especificamente, três quartos das mães (75%) no âmbito global gostariam que seus filhos tivessem mais oportunidades de interagir com outras crianças.
Este desejo era ainda mais forte entre as mães da China e da Tailândia, onde quase a totalidade das mães concorda com o sentimento. Na China, 54% das mães relataram que a falta de amigos é um obstáculo que impede a participação de seus filhos em experiências não-estruturadas ? de todos os países pesquisados, esta é de longe a maior porcentagem.
Além disso, é mais provável que mães com famílias menores (1 ou 2 filhos) desejem mais interação social para seus filhos do que as mães com família maior (3 ou 4 crianças). É mais provável que seja por esta razão que as mães chinesas tenham esse desejo, pois todas as mães chinesas pesquisadas têm famílias pequenas (1 ou 2 filhos).
- As mães também gostariam de ter mais tempo para ficar com seus filhos, sentimento compartilhado por 83% das entrevistadas.
Muitas mães também desejam sentir-se mais à vontade para deixar que seus filhos se sujem. Especificamente, mais da metade das mães (56%) gostaria de se sentir mais à vontade para deixar que seus filhos se sujem enquanto brincam ou pintam.
- As mães nos Estados Unidos e no Reino Unido acreditam serem mais tranqüilas em relação a essa questão, já que são significativamente menos propensas a concordar com a afirmação.
O desejo de se sentir mais à vontade para deixar que seu filho se suje muda de acordo com o tamanho da família. Especificamente, é mais provável que as mães com famílias menores (1 ou 2 filhos) desejem sentir-se mais à vontade para deixar que seu filho se suje do que as mães com famílias maiores (3 ou 4 filhos) (58% vs. 48%).
Quais são os desejos e anseios das mães para as gerações futuras de crianças?
Perguntadas sobre o que esperam para as futuras gerações de crianças, as mães relataram mais freqüentemente que sua maior esperança para as crianças no futuro é mais segurança.
- Isso não surpreende, já que segurança é um dos maiores obstáculos que as mães enfrentam para deixar seus filhos participarem de atividades não-estruturadas e brincarem fora de casa.
- Mães na Turquia, África do Sul e Brasil, países onde a preocupação com a segurança é alta, são mais propensas a relatar que esperam mais segurança para as crianças no futuro.
- Especificamente, as mães gostariam que os pais e crianças tivessem mais tempo para ficar juntos.
- Regionalmente, é muito provável que as mães nos Estados Unidos concordem com esse sentimento: quase todas as mães (96%) querem que os pais e filhos passem mais tempo juntos.
- O crescimento acelerado das crianças também marcou presença nas esperanças das mães: mais da metade relatou que sua maior esperança é de que as crianças tenham mais tempo para agir como crianças.
Um recurso ameaçado
Globalmente, as mães exprimem preocupação com o futuro da infância. Muitas se sentem preocupadas com o fato de que as crianças de hoje não conseguem desfrutá-la, como elas mesmas faziam. Mães em todo o mundo concordaram que as crianças crescem rápido demais hoje, e que a infância como elas mesmas a conheciam acabou.
Além disso, muitas mães acreditam que o conceito de brincar se perdeu em seus países e sentem que é seu dever enfrentar este desafio e proteger a infância de seus filhos.
As mães relatam disparidades entre as atividades que seus filhos fazem de fato, tais como brincar ao ar livre, em um parque ou parquinho, e aquelas que os deixariam mais felizes, com demasiada ênfase em atividades sedentárias.
Observações:
- Hoje uma grande parte do tempo das crianças é dedicada a atividades sedentárias, tais como assistir a televisão, filmes ou vídeos e fazer exercícios de casa.
- No entanto, as mães acreditam que seus filhos parecem estar mais felizes quando estão brincando fora de casa, num parque ou parquinho.
- Na visão das mães, brincar fora de casa proporciona as melhores oportunidades de desenvolvimento, bem como ocasiões em que podem estreitar seus vínculos com os filhos.
Consciência dos benefícios e riscos
As mães exprimem uma crença sólida nos benefícios da aprendizagem experiencial e do brincar para seus filhos.
Nota-se que:
- As mães relatam com mais freqüência que a aprendizagem experiencial e o brincar podem fomentar o desenvolvimento de habilidades sociais.
- Também entendem que esses tipos de atividade podem ajudar tanto o desenvolvimento intelectual quanto a saúde e o condicionamento físico de seus filhos.
Muitas mães manifestam preocupação no sentido de que a falta de participação em experiências não-estruturadas pode afetar de maneira negativa tanto o desenvolvimento físico quanto o desenvolvimento social de seus filhos.
- As mães acreditam que a falta de tempo para brincar pode provocar efeitos físicos, e mais de seis mães em cada dez (62%) concordaram que, sem tempo suficiente para brincar, o fato de as crianças terem excesso de peso não as surpreende.
- As mães também se preocupam com que medida a falta de participação em experiências não-estruturadas pode afetar seus filhos em termos sociais. 65% afirmam que, ?sem brincar o suficiente, fico preocupada que a geração de meu filho não aprenda bem como estabelecer relacionamentos?.
Os conflitos internos das mães
No entanto, as mães enfrentam uma luta interna. Valorizam os benefícios da aprendizagem experiencial e atividades não-estruturadas, mas também enfrentam preocupações e obstáculos muito reais que impedem que seus filhos participem do brincar.
Em primeiro lugar, a preocupação das mães em relação à segurança impede que seus filhos participem de atividades nas quais poderiam aprender por meio de experiências não-estruturadas.
- Com mais freqüência, as mães relatam a preocupação de que é ?inseguro? ou que ?podem se machucar? quando brincam fora de casa.
- As preocupações com a segurança são ampliadas na Tailândia, Brasil, Turquia, África do Sul e Índia.
A falta de tempo é a segunda maior barreira ao brincar e à aprendizagem experiencial, obstáculo que é mais evidente nos países ocidentais.
As mães reconhecem que essas preocupações estão afetando as oportunidades que seus filhos têm de ter experiências fora de casa.
- A pesquisa revela que quase a metade das mães acredita que são suas próprias preocupações que mantêm as crianças dentro de casa.
- Anseios:
Especificamente, três quartos das mães no âmbito global gostariam que seus filhos tivessem mais oportunidades de interagir com outras crianças.
Oito mães de cada dez também gostariam de ter mais tempo para ficar com seus filhos.
Mais da metade das mães no âmbito global gostaria de se sentir mais à vontade para deixar que seus filhos se sujem.
- Aspirações:
A maioria das mães relatou que sua maior esperança para as crianças no futuro é mais segurança.
As mães também gostariam que gerações futuras de pais tivessem mais tempo para passar com seus filhos.
Também gostariam que futuras gerações de crianças tivessem mais tempo para se comportar como crianças.
Para obter informações adicionais, entre em contato com a assessoria de comunicação da marca OMO.
In Press Porter Novelli
www.inpresspni.com.br
Liane Leonel
Liane.leonel@inpresspni.com.br
(11) 3323-1592
Juliana Nery
Juliana.nery@inpresspni.com.br
(11) 3323-1556
Silvia Szarf
Silvia.szarf@inpresspni.com.br
(11) 3323-1535
Clique e conheça a pesquisa completa.